MONTE RORAIMA

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Um dos lugares mais antigos do planeta, o Monte Roraima marca a divisa dos três países da América do Sul: Brasil, Venezuela e República Cooperativista da Guiana, e está catalogado como o sétimo ponto mais elevado do país, com 2.734 metros (Fontes do IBGE). O nome do Monte é que deu origem ao estado de Roraima, a partir da expressão ROROI (verde azulado) e IMA (grande), na língua Pemon (indígenas que vivem ao sul da Venezuela, da mesma etnia Taurepang, no Brasil).

O Monte Roraima tem atraído a atenção de turistas, aventureiros, cientistas, biólogos, antropólogos, esotéricos, místicos e todos aqueles que buscam nesta fascinante aventura o reencontro consigo mesmo e com a origem da vida, levando a todos a repensarem sobre o verdadeiro sentido da vida.

O primeiro homem a vislumbrar o Monte Roraima foi o inglês Sir Walter Raleigh em 1595, que chegou até a base, mas não conseguiu subir. Somente em 1884 o botânico Everard Im Thurn, conseguiu a proeza. Seus impressionantes relatos inspiraram o escritor Arthur Conan Doyle na obra imortal “O Mundo Perdido”. O tempo parece ter parado no alto de algumas montanhas do sudeste da Venezuela. Não são montanhas pontiagudas, verdejantes ou nevadas como as que estamos acostumados a contemplar, nem fazem parte de cadeias com alturas monumentais – como os Andes ou o Himalaia. As mais altas montanhas ali não superam os 3.000 metros, porém, não existem montanhas iguais em nenhum outro lugar do planeta.

Nascidas num tempo remoto em que a vida na Terra nem sequer engatinhava, há quase uma centena delas entre as florestas e savanas venezuelanas, invadindo a Amazônia brasileira e a Guiana. Elas têm formas curiosas, cilíndricas, com paredões radicais cor de terra que sustentam imensos platôs. Parecem mesas imensas e ficaram conhecidas como tepuis, palavra que significa montanha na língua dos índios pemons – grupo ancestral que habitam aquela região. Com suas espécies vegetais e formações rochosas assustadoras que chegam a lembrar de dinossauros, o Monte Roraima é o mais complexo, desafiador e misterioso dos tepuis.

DADOS GERAIS

Eletricidade – A voltagem na região é de 110V. Embora a maioria dos equipamentos eletrônicos atualmente seja bivolt, vale a pena conferir antes do uso.

Saúde – O Monte Roraima é uma região remota com infraestrutura médica limitada. Os postos de saúde mais próximos ficam em Santa Elena de Uairén, na Venezuela, e Boa Vista, no Brasil. Em casos de emergência, é essencial acionar o seguro viagem.

Sistema de Comunicação – Durante a caminhada e em muitas áreas ao redor do Monte Roraima, não há sinal para telefonia celular. Nas cidades próximas, como Pacaraima e Santa Elena de Uairén, o sinal de celular pode estar disponível, mas é limitado e depende da operadora local. Entretanto, a equipe dispõe de rádios walktalk e SPOT para situações de emergência.

Clima – A melhor época para visitar o Monte Roraima é durante a estação seca, de setembro a abril. As temperaturas variam de 5°C a 20°C no topo, com noites mais frias. Durante o dia, nas trilhas de aproximação, as temperaturas podem alcançar 30°C.

Bancos – Em Pacaraima e Boa Vista, existem agências do Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal. Não há bancos 24 horas na região próxima ao Monte Roraima. É fundamental levar dinheiro em espécie (Recomendamos R$ 500,00 reais por pessoa), pois poucos lugares aceitam cartão de crédito.

População estimada dos principais municípios próximos ao Monte Roraima

Pacaraima: 12.375 | Santa Elena de Uairén: 29.795 | Boa Vista: 419.652

DOCUMENTOS PARA EMBARQUE

Documentação (somente originais): Carteira de identidade (RG) e Passaporte válido – Não são aceitas CNH e Carteira Funcional

Criança ou adolescente menor de 16 anos – Consulte orientações atualizadas através dos links abaixo:

Coordenadoria da Infância e Juventude – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Estatuto da Criança e do Adolescente – art. 83

GASTRONOMIA NO MONTE RORAIMA

A culinária de Roraima é um símbolo da história, cultura e do povo com origens indígenas que passaram por diversas transformações através dos europeus e a exploração dos bens naturais. Isso tudo fez com que fosse criada uma cultura com sabores e cheiros únicos no Brasil. Muitos pratos são feitos e servidos com farinha de mandioca, também chamada de farinha d’água. As pessoas usam muito esse ingrediente por causa dos indígenas, pois ele é fonte de nutrientes, sacia com facilidade, tem grande durabilidade e é barato. Além disso, é muito comum o uso de carnes defumadas e secas, popularmente chamadas de carne de sol, em restaurantes. A influência de viajantes nordestinos também está dentro da cultura regional e da culinária da carne seca. Por último, vale ressaltar o uso da pimenta, que teve origem na necessidade de preservar os alimentos e hoje faz parte dos temperos. Por outro lado, estão as frutas frescas típicas da região norte do Brasil, como o cupuaçu que está presente em muitos doces, sucos e sorvete. Dentre os pratos conhecidos da região, temos a damurida, que é um caldo de peixe que lembra uma sopa. Servido com beiju e farinha, mas que pode ser feito e consumido de diversas formas. Outro prato bastante conhecido é a Caldeirada de Peixe, feita com azeite, cebola, tomate, cheiro verde, peixe tambaqui cortado em postas e outros ingredientes. Normalmente, o pessoal local serve o prato numa panela de barro, ou seja, o sabor fica ainda mais especial. Além disso, esse prato acompanha arroz branco e farinha de mandioca temperada.

O QUE LEVAR PARA O MONTE RORAIMA

Uso Pessoal:

  • Shampoo | Sabonete | Desodorante | Escova, creme e fio dental
  • Toalha de banho (toalha de microfibra é ideal, pois seca rápido)
  • Faixas tipo gaze | Esparadrapo (grande) | Band-aid
  • Relaxante muscular
  • Medicamentos de uso contínuo (o suficiente para os dias na montanha)
  • Hidratante para pele e lábios | Protetor solar | Repelente (recomendação: Exposis® Extreme)
  • Pomada contra assaduras | Vaselina para evitar bolhas
  • Papel higiênico (02 unidades)
  • Clorin ou purificador de água (em alguns postos de saúde são fornecidos gratuitamente)

Roupas para noite: 

  • Sandália para descanso nos acampamentos (papete ou crocs é o ideal)
  • Par de meias para dormir
  • Calça de dormir (pijama ou abrigo) | Bermuda
  • Roupas íntimas
  • Blusas (de preferência de mangas compridas)
  • Blusa e calça segunda pele
  • Casaco de frio (de preferência leve e compacto)
  • Touca de lã | Luvas de lã
  • Pequeno travesseiro

Roupas de Caminhada:

  • Bota de trekking (pré-amaciada)
  • Pares de meias (01 par para cada 02 dias)
  • Calça leve para caminhada (02 unidades são suficientes)
  • Bermuda (02 unidades)
  • Roupas íntimas (a critério)
  • Camisetas com proteção UV para as caminhadas (01 camiseta para cada 02 dias)
  • Biquíni ou roupas de banho

Acessórios: 

  • Mochila de 60 litros ou mais | Mochila de ataque (pequena)
  • Saco de dormir 0ºC | Isolante térmico simples | Manta Térmica (02 unidades) | Isolante inflável (ou colchonete inflável)
  • Cantil de 1L | Garrafa d’água e/ou camelbak
  • Bastão para trekking (recomendável, porém não imprescindível)
  • Capa de chuva de boa qualidade (não recomendamos o tipo poncho)
  • Rolinho de barbante para usar como varal
  • Mosquetões de tamanhos variados (para pendurar coisas) – facilita muito
  • Rolinho de fita silver-tape (você pode precisar)
  • Sacos estanques para embalar as coisas na mochila
  • Chapéu de abas – de preferência que cubra o pescoço
  • Óculos de sol | Binóculos (opcional)
  • Lanterna de cabeça c/ jogos de pilhas reservas